Às loucas horas e poucos sons
Entreabro os olhos sonolentos
Vejo diante de mim meu semblante
Cores sem tons, tons sem sonetos
Corro os olhos lado a lado pra sentir
se alguém além de mim me vê inerte
Ou se o escuro nada interessa mais
àqueles que não desejam sombras
Nesses instantes mudos e calmos
Piso no freio ardente da vida
Agora posso pensar sem corida
Na arte do vivo, na vida da lida
E assim vejo o quanto sou carregado
de um lado p´ro outro da maré alta
Agora lá fora o mar está calmo
Mas há turbulência cá dentro na alma
Vou mudar tudo, e levantar-me agora
Dizer poucas boas, definir devaneio
Mas espere um pouco que a cama tá boa
Vou ficar mais aqui só mais um minut... zzzzz.
sábado, 17 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
De novo, à tempo
De repente algo inerte
Vem à tona num soluço
E aquele porto-seguro
Volta a ser bem mais latente
Porque quando eu precisei
Sua mão me acolheu
E eu a segurei fime e vorazmente
Você esperou com paciência
Não foi só nos dias úteis
foi num dia inútil para mim
Não foi só por promessas
Foi num ato concreto, enfim.
E naquele instante eu vi
O que procurava longe
Estava do meu lado o tempo todo
Era você, ali, insone, à minha espreita.
Vem à tona num soluço
E aquele porto-seguro
Volta a ser bem mais latente
Porque quando eu precisei
Sua mão me acolheu
E eu a segurei fime e vorazmente
Você esperou com paciência
Não foi só nos dias úteis
foi num dia inútil para mim
Não foi só por promessas
Foi num ato concreto, enfim.
E naquele instante eu vi
O que procurava longe
Estava do meu lado o tempo todo
Era você, ali, insone, à minha espreita.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Outono em mim
Um dia olhei da janela
e vi muitas folhas caindo
o chão forrado de sonhos
todos eles sem rumo caindo
A janela era meus olhos
e a árvore, a minha vida
os sonhos caíram no tempo
Mas vi outros brotos surgindo.
e vi muitas folhas caindo
o chão forrado de sonhos
todos eles sem rumo caindo
A janela era meus olhos
e a árvore, a minha vida
os sonhos caíram no tempo
Mas vi outros brotos surgindo.
Descabido
Foi um engano. Indubitável
Foi um relógio. Disparado
Foi um encontro. Descabido
Quase um ano. Alterado
Pensar que fosse adiante
Sonhar com sonhos pueris
Agir sem fôlego, ofegante
Só engano, sobra sorrir
O tempo falava mais alto
Os ouvidos se fechavam
Aos gritos as circunstâncias
Todos os olhos vendados
Fosse o que fosse o que tinha de ser
A força do destino tardio e certeiro
Tirara as vendas e abrira os ouvidos
Vivêramos um tempo, sem tempo, descabido.
Desalento...
Foi um relógio. Disparado
Foi um encontro. Descabido
Quase um ano. Alterado
Pensar que fosse adiante
Sonhar com sonhos pueris
Agir sem fôlego, ofegante
Só engano, sobra sorrir
O tempo falava mais alto
Os ouvidos se fechavam
Aos gritos as circunstâncias
Todos os olhos vendados
Fosse o que fosse o que tinha de ser
A força do destino tardio e certeiro
Tirara as vendas e abrira os ouvidos
Vivêramos um tempo, sem tempo, descabido.
Desalento...
domingo, 30 de maio de 2010
Epopéia
Deito em meu leito vazio
Passando por noite cigana
Que faz-me vagar sem rumo
Enquanto o corpo descansa
A alma vaga ao encalço
daquilo que nem eu sei
Mas que meu coração quer
um corpo além do meu
Um calor que seja real
Não aquele que sempre sonho
Pois o quarto parece grande
Escuro, vazio quase mortal
Quisera sonhar acordado
E com sofreguidão abraçar-te
e não acordar quando te olho
no fundo dos olhos e sorrio
Vai, resolve-te a ti mesmo
Mate o seu dragão alado
E derrube todas as muralhas
A minha força vô-la dou
Não é muita, é o que tenho
Após sua vitória heróica
Celebraremos juntos com rosas
aquelas brancas da paz
Que selará nova história
A nossa nova história
Passando por noite cigana
Que faz-me vagar sem rumo
Enquanto o corpo descansa
A alma vaga ao encalço
daquilo que nem eu sei
Mas que meu coração quer
um corpo além do meu
Um calor que seja real
Não aquele que sempre sonho
Pois o quarto parece grande
Escuro, vazio quase mortal
Quisera sonhar acordado
E com sofreguidão abraçar-te
e não acordar quando te olho
no fundo dos olhos e sorrio
Vai, resolve-te a ti mesmo
Mate o seu dragão alado
E derrube todas as muralhas
A minha força vô-la dou
Não é muita, é o que tenho
Após sua vitória heróica
Celebraremos juntos com rosas
aquelas brancas da paz
Que selará nova história
A nossa nova história
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Grão de areia
Sentado no breu da noite
sob escuro que recobre a visão
sob as horas que impiedosas se vão
Trazendo consigo um silêncio sepulcral
Ali vejo a vida passar como um filme
Onde sou o ator principal
Mas o estranho é que vejo a mim mesmo
Ou aquilo que sobrou do normal
Fecho os olhos e vejo risadas
Escuto meu corpo bailando no ar
Os sentidos estão todos confusos
Caiu tudo. Folhas secas no chão.
Quero voltar a sorrir como antes
Quero rodopiar sem pensar em parar
Ao deitar ter um sono divino
E levantar sem ter nada a pagar
Quero aquela tranquilidade eterna
E o poder de ser quem eu quero
De não mais figurar como etéreo
diante dos outros quem não sou.
O que sou? sou eu mesmo...
Sem precisar fingir pra viver
Sem precisar mentir pra ganhar
Sem precisar me vender para ter
Sem amofinamento no ser: sou no fundo a verdade
Um grão de areia na praia a singrar
Insuficiente para reter o oceano
Mas em minha pequenês me levanto
e me lanço vorazmente nas águas do mar!
sob escuro que recobre a visão
sob as horas que impiedosas se vão
Trazendo consigo um silêncio sepulcral
Ali vejo a vida passar como um filme
Onde sou o ator principal
Mas o estranho é que vejo a mim mesmo
Ou aquilo que sobrou do normal
Fecho os olhos e vejo risadas
Escuto meu corpo bailando no ar
Os sentidos estão todos confusos
Caiu tudo. Folhas secas no chão.
Quero voltar a sorrir como antes
Quero rodopiar sem pensar em parar
Ao deitar ter um sono divino
E levantar sem ter nada a pagar
Quero aquela tranquilidade eterna
E o poder de ser quem eu quero
De não mais figurar como etéreo
diante dos outros quem não sou.
O que sou? sou eu mesmo...
Sem precisar fingir pra viver
Sem precisar mentir pra ganhar
Sem precisar me vender para ter
Sem amofinamento no ser: sou no fundo a verdade
Um grão de areia na praia a singrar
Insuficiente para reter o oceano
Mas em minha pequenês me levanto
e me lanço vorazmente nas águas do mar!
O Jardim das Borboletas - Mário Quintana
Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas...é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas...é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
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